Apresentador de “Mythbusters” morre de aneurisma cerebral; entenda o caso.

O engenheiro Grant Imahara, um dos apresentadores de “Mythbusters” (“Os Caçadores de Mito”), morreu na noite de ontem (13), aos 49 anos. A causa da morte, de acordo com o “The Hollywood Reporter”, foi um aneurisma cerebral.

Grant Imahara participou de mais de 200 episódios do programa, de 2005 a 2014. Ele entrou para substituir Scottie Chapman e era conhecido por fabricar robôs e outros componentes eletrônicos para os experimentos da série.

O que é aneurisma?

O problema ocorre pela dilatação de um vaso sanguíneo, gerada pelo enfraquecimento das paredes da veia ou artéria, geralmente devido a um trauma ou por doença vascular. O aneurisma é como uma “bexiga” que se forma na parede do vaso e, conforme vai aumentando a pressão interna, pode romper e causar um AVC hemorrágico.

Normalmente, um dos sinais mais comuns do problema é uma forte dor de cabeça, durante alguns segundos, com sintomas de confusão. Atividades que exigem esforço físico como uma relação sexual ou até mesmo fazer cocô pode contribuir para o desenvolvimento do quadro.

Os fatores que contribuem para o enfraquecimento da parede arterial podem ser genéticos ou controláveis. No primeiro caso, parentes de primeiro grau de pessoas que tiveram sangramento de aneurisma cerebral têm duas vezes mais chances de desenvolverem a condição. Em caso de mais de um parente, as chances crescem para 50 vezes na comparação com a população geral.

Tabagismo, o consumo abusivo de álcool, uso de drogas estimulantes (como cocaína e anfetaminas) e hipertensão arterial não controlada são fatores evitáveis.

Em 40% dos casos, o sangramento do aneurisma cerebral é fatal, sendo que em cerca de 15%, as mortes ocorrem antes da chegada ao hospital. Entre as pessoas que sobrevivem, estima-se que até 50% poderão ter algum tipo de sequela.

Quais os tratamentos possíveis?

Embora seja um problema sério, o neurocirurgião André Gentil, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, diz que hoje é possível obter sucesso nos tratamentos de aneurisma.

“Há tratamentos já consolidados na medicina capazes de tratar mais de 90% dos aneurismas e evitar seu sangramento. Apesar de o tratamento de fato ter uma margem de risco, é muito incomum um aneurisma não poder ser tratado com as técnicas disponíveis hoje em dia”, afirma o neurocirurgião.

Há basicamente dois procedimentos: o endoarterial e a cirurgia aberta. A opção por uma ou outra deve ser individualizada e discutida entre médico e paciente.