Sobre o INMI

Instituto de Neurocirurgia Minimamente Invasiva

Mais que apenas um conjunto de recursos tecnológicos aplicados à neurocirurgia, a neurocirurgia minimamente invasiva é um conceito que se traduz em reprodução dos resultados das técnicas neurocirúrgicas clássicas, com uma maior preocupação em reduzir o impacto do procedimento para o paciente.

Isto se traduz em menor tempo de internação, menor incômodo pós-operatório e, consequentemente, maior eficiência de resultados.

Por ser um conceito novo e em desenvolvimento, a necessidade de constante atualização e pesquisa é uma prioridade, por isso resolvemos nos unir em um grupo que têm a neurocirurgia minimamente invasiva como um interesse em comum.

Perfil Institucional

office_001O INMI deseja restaurar o vínculo médico paciente, base da Medicina, propondo:

1. Informação clara e objetiva sobre doenças neurológicas, seu diagnóstico, prognóstico e opções terapêuticas.

2. Técnicas e tecnologias de última geração com eficácia comprovada. Em Medicina, novidade e qualidade não são sinônimos. Há um longo caminho a ser percorrido por métodos, materiais e medicamentos novos antes de comprovarem real benefício. Caso contrário, são puro desperdício de tempo e dinheiro, aumentando inclusive os riscos para o paciente, que deixa de receber aquilo que deveria ser o objetivo de todo médico: o MELHOR tratamento.

3. Discussão multidisciplinar: ninguém pode deter todo conhecimento existente. Sabendo disso, o INMI tem um vínculo acadêmico forte com o HCFMUSP, dispondo de uma ampla rede de profissionais de ponta em diversas áreas da saúde para consultar. Discutir cada caso com a seriedade que merece, garantindo o acesso dos nossos pacientes ao que há de mais moderno na Medicina, esse é o nosso compromisso.

4. Tratamento humanizado acima de tudo.

A neurocirurgia minimamente invasiva

neurocirurgiao001A neurocirurgia é uma das mais novas especialidades da Medicina. Embora existam registros de procedimentos neurocirúrgicos já no antigo Egito, como trepanações (perfuração do crânio para procedimentos) e acessos transnasais para retirada do tecido cerebral durante o processo de mumificação (1), além de evidências de procedimentos entre as civilizações pré -colombianas (2), somente no século XIX com o advento da anestesia, da assepsia e da teoria da localização cerebral que técnicas neurocirúrgicas como as conhecemos hoje passaram a ser desenvolvidas.

neurocirurgiao002Em 1879, William Macewen pela primeira vez retira com sucesso um tumor intracraniano (meningioma frontal esquerdo em um adolescente que voltou à vida normal após o procedimento) (3), e Victor Horsley (1857 – 1916) é apontado em 1886 como cirurgião no National Hospital, Queen Square, Londres montando ali o primeiro serviço especializado em neurocirurgia.

No entanto, o cirurgião norte americano Harvey Cushing (1869 – 1939) é considerado o pai da moderna neurocirurgia, criando e aperfeiçoando técnicas que hoje são consagradas.

neurocirurgiao003Ao longo do século XX a especialidade foi se consolidando, e as técnicas foram se desenvolvendo sempre com o acréscimo de novas tecnologias – com o uso do microscópio cirúrgico, o coagulador bipolar e as técnicas específicas de microneurocirurgia na década de 70 e, a partir da década de 90, com os primeiros passos em direção às técnicas minimamente invasivas.

As técnicas minimamente invasivas se tornaram possíveis graças à melhora na qualidade dos equipamentos de vídeo, possibilitando uma visão em alta definição das estruturas anatômicas envolvidas nos procedimentos. O advento do Neuronavegador (equipamente que permite a localização em tempo real do instrumento do cirurgião em relação à estrutura anatômica), também permitiu que acessos cirúrgicos menores pudessem ser realizados com segurança, conceito esse central das técnicas minimamente invasivas.

Desse modo, a ideia de cirurgias com acessos menores, mas com manutenção da segurança em relação aos procedimentos habituais resulta em uma menor manipulação de tecidos, menor trauma cirúrgico e, portanto, menor tempo de recuperação do paciente com o mesmo resultado das cirurgias tradicionais.

É importante ressaltarmos, no entanto, que nem todos os casos são passíveis de abordagens minimamente invasivas, seja pela natureza, localização, ou pelas peculiaridades das doenças neurocirúrgicas.

Atualmente é seguro dizermos que as técnicas minimamente invasivas estão bem estabelecidas para aneurismas cerebrais, AVCHs , tumores da base do crânio, tumores da hipófise e patologias da coluna.