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gwidman_20170705_2969O que é Angiografia?

É o exame que visa detalhar as características da circulação das diversas partes do corpo. Pode ser feita por aparelho de tomografia ou ressonância, mas é mais precisa se realizada por cateterismo e com equipamento de radiologia digital. A Neurorradiologia Intervencionista realiza exames de Angiografia Cerebral, Angiografia dos Troncos Supra-Aórticos (vasos que nascem da aorta e se dirigem à cabeça), Angiografia da Face e Angiografia da Medula.

O que é Embolização?

Embolização se refere ao processo de ocluir ou “entupir”um vaso ou uma parte dele para tratar uma doença. Em Neurorradiologia Intervencionista, é o nome dado à “cirurgia”, ou mais precisamente, ao procedimento, que visa tratar de aneurismas, malformações e fístulas arteriovenosas.

O que é Angioplastia?

Angioplastia é o nome dado ao procedimento onde são utilizados cateteres com balão que são cheios no ponto onde o vaso apresenta uma doença que reduza seu diâmetro, ganhando um espaço próximo útil para a circulação. Nas angioplastias, quase sempre é implantado um stent, que vem a ser um pequeno tubo metálico vazado (como um “bobby” de cabelo) para sustentar a abertura conseguida.

Aneurisma cerebral não-roto

Atualmente, é relativamente comum a descoberta de um aneurisma cerebral que não causa sintomas, pois os aparelhos de tomografia e ressonância fazem imagens dos vasos cerebrais com facilidade, e entre 1 e 2% das pessoas adultas da população saudável possui um sem saber.
Uma vez descoberto um aneurisma, a primeira reação é de enorme preocupação, mas quando ele ainda não causou hemorragia, o paciente tem tempo para lidar com o problema e não precisa se deixar apressar, pois tomar uma decisão correta é o caminho para usar esse diagnóstico precoce a seu favor. Ainda é comum a doença ser apresentada de forma alarmista, como uma “bomba-relógio”, mas nos últimos anos os avanços do conhecimento mostraram que não é bem assim.
Um aneurisma cerebral raramente provoca sintomas antes de se romper. A ruptura causa hemorragia na superfície do cérebro, o que tem consequências graves e compromete a vida futura de quase metade dos que a sofrem. Por ser grave, é uma situação muito marcante.
No entanto, a chance de um aneurisma romper não é alta, sendo estimada em média em 1% ao ano. Nunca sabemos qual aneurisma vai romper ou não, mas sabemos que o risco até o final da vida da pessoa é:

Maior:
– Quanto mais jovem
– Quanto maior o aneurisma (acima de 5mm: risco relevante; acima de 10mm: risco moderado; acima de 20mm: risco alto)
– Quando o aneurisma apresenta crescimento
– Quando a pessoa fuma ou é hipertensa sem se tratar
– Quando um parente próximo teve ruptura de aneurisma

Menor:
– Quanto menor é o aneurisma (até 2mm: risco irrelevante; entre 3 e 4mm: risco muito baixo)
– Quando a pessoa é muito idosa

O risco de hemorragia depende também de qual dos vasos cerebrais dá origem ao aneurisma e da forma do mesmo.

Frente a um aneurisma não-roto, pode-se optar por três diferentes caminhos:
– Seguimento clínico: aneurismas muito pequenos (menos de 3mm) ou pessoas muito idosas e com outras doenças. Nesse caso se fazem exames periódicos, e se não há crescimento do aneurisma ele não é tratado.
– Cirurgia aberta: tratamento clássico, que permite resultados duradouros. Como exige a craniotomia (abertura do crânio), é considerada uma cirurgia de grande porte, exigindo alguns dias para recuperação.
– Embolização: tratamento por cateter, não exige a abertura do crânio e permite uma recuperação mais rápida. Cerca de 10% dos pacientes podem ficar com um resíduo de lesão que leva a um novo tratamento.

A escolha entre os tratamentos é complexa, dependendo se existe ou não condição técnica relacionada ao aneurisma, ao paciente ou ao hospital. Essa escolha deve ser feita levando-se em conta a opinião de um bom profissional que realiza um método e o outro, e também segundo as expectativas do paciente

Aneurisma cerebral roto (provocou hemorragia recentemente)

Quando o aneurisma é descoberto depois de ter se rompido e causado uma hemorragia, temos uma emergência médica. A prioridade é garantir que não haja uma repetição do sangramento, o que pode ser muito mais grave.
Por isso, o tratamento deve ser aquele que estiver disponível mais rápido, de preferência no local de atendimento. A possibilidade de escolha entre cirurgia aberta e embolização pode existir, e nesse caso a família é consultada.

Malformação arteriovenosa cerebral (MAV)

A MAV é uma das mais complexas lesões cerebrais. São pouco frequentes e muito diferentes entre si, o que traz grandes dificuldades para as decisões de como tratá-la. As opções são o acompanhamento clínico, a cirurgia, a radiocirurgia e a embolização, que é indicada em três situações:
– Objetivo curativo: em MAVs pequenas, com vasos acessíveis.
– Preparação para cirurgia ou radiocirurgia: em lesões muito grandes para serem tratadas diretamente por esses outros métodos.
– Eliminação de partes consideradas mais perigosas

Fístula dural

As fístulas durais são lesões vasculares que aparecem no cérebro e na medula, podendo causar sintomas leves, como zumbido no ouvido e dor, ou quadros mais graves, como disfunção neurológica e até hemorragia.
Embora existam métodos cirúrgicos para seu tratamento, a embolização é escolhida preferencialmente na grande maioria das vezes.

Estenose de carótidas

A formação de placas de ateroma (popularmente conhecidas como “placas de gordura”) pode acontecer em qualquer vaso sanguíneo, e quando ocorre na artéria carótida, que é a principal via de circulação de sangue para o cérebro, é uma causa importante de isquemia cerebral (AVC).
O tratamento dessas placas com medicamentos é eficaz até certo ponto, quando então são necessárias medidas para desobstrução. Além da cirurgia convencional, existe a angioplastia com colocação de stent, que é uma alternativa interessante, podendo ser feita mesmo em alguns pacientes que têm limitações para se submeter à cirurgia.